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Premissas para uma educação socioemocional na escola


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As sociedades estão sofrendo profundas transformações e isso exige novas formas educacionais que promovam as competências necessárias para os desafios que enfrentamos coletivamente. De maneira concreta, isso significa focar em ambientes e novas abordagens de aprendizagem para além de uma educação conteudista, utilitarista e com fins econômicos, mas sim, a favor de mais justiça, equidade social e desenvolvimento humano integral (UNESCO, 2015*).


Neste contexto, atuamos com educação socioemocional como temática de curso e enfoque político-pedagógico adotado, ao articular duas das dimensões (social e emocional) do desenvolvimento integral, que é a abordagem referencial do Revoar.


Uma perspectiva integral da educação é ter um olhar não só para o desenvolvimento cognitivo e acadêmico, mas também para o desenvolvimento social, emocional, físico e cultural dos(as) estudantes, oportunizando o aprendizado e/ou aperfeiçoamento de habilidades importantes para a vida. São dimensões do desenvolvimento que caminham juntas em um processo de formação humana e por isso, abrangem os diversos âmbitos que compõem a integralidade do ser.


A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), homologada em dezembro de 2017, prevê direitos de aprendizagem e desenvolvimento que devem ser garantidos a todos e cada um dos estudantes de cada escola do país. Em seu texto introdutório, a BNCC apresenta a Educação Integral como proposta formativa da educação básica. Com base neste pressuposto, o documento apresenta dez competências gerais, que se inter-relacionam e perpassam todos os componentes curriculares da educação básica, para a construção de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores.


Relativo a isso, é importante que o desenvolvimento de competências socioemocionais faça parte da proposta pedagógica da escola, não como uma atividade extracurricular, mas articulando a educação socioemocional de forma transversal, entre as diferentes áreas do conhecimento, e integrada aos currículos escolares, tendo como parâmetro a BNCC. No mais, é fundamental que envolva toda a comunidade escolar.


Para que haja desenvolvimento socioemocional, portanto, é preciso que os educadores se conectem consigo, estejam abertos e atentos ao seu próprio desenvolvimento socioemocional, primeiramente. Deste modo, será mais propícia a conexão com seus estudantes e o que é significativo para eles, reconhecendo seus desafios, potencialidades, interesses e identidades, para, a partir disso, poder apoiá-los no desenvolvimento para a vida.


Cabe ressaltar que a criação de um espaço seguro e de confiança é um pilar muito importante para essa conexão e para o desenvolvimento socioemocional (e também cognitivo). Aliás, atenção, escuta, empatia, curiosidade e abertura são características essenciais para a conexão entre as pessoas. Então, como espaço de aprendizado e convivência, por que não as desenvolver em conexão com a escola?

*UNESCO, 2015.

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