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educação
socioemocional

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Desde que nascemos, estamos desenvolvendo habilidades sociais e emocionais. Aprendemos com a família, com a escola, no trabalho e em diversas situações a nos comunicar, a fazer amizades, a trabalhar em grupo, a ter empatia, a resolver problemas, a entender o que sentimos e como agir, a ter perseverança, entre outras. 

 

As habilidades sociais e emocionais englobam variáveis emocionais, cognitivas e comportamentais que, como quaisquer outras, podem ser aprendidas ao longo da vida por meio de processos formais e informais de autoinvestigação e de interações com os demais, e são aspectos importantes para um desenvolvimento saudável dos seres humanos. 

 

A relevância do desenvolvimento de cada habilidade vai depender de cada cultura, o que é mais ou menos valorizado e desejável para a convivência social. As habilidades socioemocionais não são inatas e fixas. São habilidades que podemos e devemos aprender e desenvolver, são habilidades que podemos praticar e são habilidades que podemos ensinar. O desenvolvimento dessas habilidades têm impacto na vida pessoal e profissional de cada indivíduo, assim como na sociedade como um todo.

Pessoas socialmente hábeis ou com competência social

tendem a apresentar relações pessoais e profissionais

mais produtivas, satisfatórias e duradouras,

além de maior bem-estar físico e mental

Del Prette e Del Prette, 2004

o que é

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história

Muitas habilidades sociais e emocionais vêm sendo apontadas como fundamentais para a educação desde o início do século XX por autores de referência no campo da psicologia e da educação, como Lev Vygotsky (1896-1934), Jean Piaget (1896-1980) e David Ausubel (1918-2008). A relação entre aprendizagem e determinados comportamentos foi estudada por esses e outros autores, sendo a curiosidade, a relação com o outro e com o mundo, a interação social e a capacidade de definição de objetivos e metas alguns exemplos.

 

Entretanto, é na década de 1990 que o conceito de educação socioemocional começa a ser estruturado a partir do reconhecimento da importância da habilidade de identificar, processar e lidar com as próprias emoções e sentimentos, assim como identificar os sentimentos e emoções de outras pessoas. A publicação do livro Inteligência Emocional, de Daniel Goleman, foi um dos marcos desta década e contribuiu para o maior interesse neste tema e pela multiplicação de estudos e pesquisas nos campos da psicologia, neurociência e educação sobre a influência das habilidades sociais e emocionais no sucesso profissional e acadêmico dos indivíduos, além de preventivas de diversos comportamentos agressivos. A comprovação científica da relação entre o bem-estar socioemocional e o desenvolvimento da capacidade cognitiva estimulou o que hoje se chama de educação ou aprendizagem socioemocional, ou seja, educar para o desenvolvimento de competências sociais e emocionais. 

Goleman (1995), com base na neurociência, destaca que, à medida que o indivíduo cresce, os circuitos neurais vão se esculpindo, o que dificulta, de certa forma, a recepção de saberes emocionais e, por essa razão, o autor considera crucial a aquisição de hábitos emocionais benéficos durante a fase da infância. Para Goleman, sendo a escola parte importante da infância, esta deve também focar na educação emocional ou, nas palavras de Goleman (2005, p.49), “a escola se torna uma educação em aptidões para a vida”.


Outras publicações, lançadas também nos anos de 1990, como o Relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, da UNESCO, coordenado por Jacques Delors, que deu origem ao livro “Educação, um tesouro a descobrir” e “Os sete saberes necessários para a educação do futuro”, de Edgar Morin, são referências no debate sobre desenvolvimento integral dos seres humanos e também tiveram papel importante no fortalecimento da ideia do desenvolvimento de competências socioemocionais em instituições escolares como importantes, visando a preparação dos(as) educandos(as) para a vida.

 
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DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL E A EDUCAÇÃO

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CASEL: (Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning)

O desenvolvimento social e emocional de forma intencional e planejado, além do aspecto cognitivo, vem sendo cada vez mais mencionado no campo da educação como parte de uma formação integral e humana dos estudantes. Este é um movimento mundial e, seguindo essa tendência, no Brasil, a Base Nacional Comum Curricular apresenta competências socioemocionais entre as 10 competências gerais que devem ser desenvolvidas, junto aos componentes curriculares, na educação brasileira.

 

Não existe consenso sobre quais são as principais habilidades ou competências que devem ser desenvolvidas em crianças e adolescentes, sendo a cultura, os valores e atitudes que se valorizam em cada sociedade determinantes para uma maior ou menor ênfase no desenvolvimento de cada habilidade.


A referência de abordagem para o desenvolvimento das competências socioemocionais usadas na educação e que nos inspiramos é o CASEL (Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning). O CASEL é uma organização internacional sem fins lucrativos fundada em 1994 e sediada em Chicago, nos Estados Unidos, que tem como objetivo pesquisar o impacto e promover a prática da educação socioemocional em ambientes escolares. É uma das principais organizações responsáveis para o avanço da pesquisa e da prática da Aprendizagem Socioemocional (SEL) na educação, auxiliando na disseminação de programas de desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Com esse objetivo, o CASEL organiza as competências intrapessoal, interpessoal e cognitivas em cinco domínios.

Hoje a educação socioemocional escolar contempla o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais dos indivíduos, que acontece intencionalmente nas instituições de ensino. Neste contexto escolar, o ensino socioemocional deve estar integrado a todos os componentes curriculares, fazendo parte de atividades diárias e pedagógicas, sem que se torne um conteúdo separado dos demais.

 

IMPACTO 

O desenvolvimento socioemocional no ambiente escolar tem impactos positivos para a aprendizagem, para o desenvolvimento integral dos(as) educandos(as), para a promoção da igualdade e para uma mudança cultural.

 

Estudos têm comprovado que a educação socioemocional tem impacto positivo na capacidade de aprendizagem dos(as) educandos(as). Saber lidar com a frustração e a ansiedade, por exemplo, contribuem para melhores resultados em disciplinas curriculares.

Além do impacto na capacidade de aprendizagem, o desenvolvimento socioemocional tem influência na permanência dos(as) educandos(as) na escola e na relação direta com a concretização de projetos de vida, tais como a continuidade dos estudos após a educação básica, a empregabilidade e outras variáveis ligadas ao bem-estar da pessoa, como a saúde e os relacionamentos interpessoais.

O desenvolvimento da dimensão socioemocional, portanto, é importante para o desenvolvimento integral dos(as) educandos(as) e os prepara para a vida, para compreender as diferenças, para serem críticos, participativos, para saberem tomar decisões éticas, para construir seus projetos de vida e ingressar no mundo do trabalho. Essas habilidades são fundamentais para a redução das desigualdades sociais e contribuem para uma mudança cultural, estimulando atitudes cidadãs e contribuindo para uma cultura de paz.

“Alunos mais responsáveis, focados e organizados

aprendem em um ano letivo cerca de um terço a

mais matemática do que os colegas que apresentam

essas competências menos desenvolvidas.”

 

“Em português, os efeitos são semelhantes,

e alunos mais abertos e protagonistas têm

seu aprendizado impulsionado em um terço.”

Pesquisas promovidas pelo Instituto

Ayrton Senna e pela OCDE - 2013

benefícios

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Melhoria no aprendizado escolar

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Menor evasão escolar

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Previne o
Bullying

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Melhoria nos relacionamentos

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Melhoria na criatividade

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Vida emocional mais saudável

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Diminuição
de doenças emocionais

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Tomadas de decisões mais conscientes

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Menor índices
de violência

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Menor probabilidade de atos infracionais

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Maior probabilidade de empregabilidade e renda no futuro

 
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